quarta-feira, 3 de agosto de 2011

PLANTAS BRIÓFITAS E PTERIDÓFITAS EXEMPLOS


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As briófitas e pteridófitas são plantas menos desenvolvidas que as gimnospermas e angiospermas, pois não apresentam flores e frutos. As briófitas são características de ambientes terrestre úmido, porém esse grupo apresenta adaptações que permite a ocupação dos mais variados tipos de ambientes, assim resistindo tanto à imersão, em ambientes aquáticos, como a desidratação quando se encontram em rochas nuas ou mesmo ao congelamento em regiões polares. As pteridófitas são geralmente usadas como plantas ornamentais, sendo o emaranhado das raízes dos fetos arborescentes utilizados como substrato para o cultivo de orquídeas. Algumas também são usadas como vermífugos e na culinária oriental.

As briófitas são plantas de pequeno porte que geralmente variam poucos centímetros de altura. Seu corpo é formado por três partes: rizóides (filamentos que fixam a planta no ambiente em que ela vive e absorvem água e os sais minerais disponíveis nesse ambiente), caulóide (pequena haste de onde partem os filóides) e filóides (estruturas clorofiladas e capazes de realizar a fotossíntese). Sua formação é bem simples em comparação com as demais plantas. As briófitas não possuem vasos condutores especializados no transporte de nutrientes. Por causa disso a água absorvida do ambiente é transportada de célula para célula, ao longo do corpo vegetal. Por ser um transporte lento, acaba limitando o desenvolvimento de plantas de grande porte.
As principais plantas representantes das briófitas são os musgos e hepáticas. Os musgos são plantas eretas, enquanto as hepáticas crescem “deitadas” no solo. As briófitas possuem clorofila a e b, amido para reserva, suas células possuem parede, há presença de cutícula.

Os musgos são plantas sexuadas que representam a fase de gametófitos. Os gametófitos em geral têm sexos separados. Em determinadas épocas eles produzem uma pequena estrutura localizada na região apical, onde terminam os flióides, é nesse local que os gametas são produzidos. Os gametófitos masculinos produzem gametas móveis (anterozóides) e os gametófitos femininos produzem gametas imóveis (oosferas). Os anterozóides podem ser transportados até uma planta feminina através dos pingos da água da chuva, que caem e respingam. Quando ocorre a união entre um anterozóide e uma oosfera surge um zigoto que se desenvolve em um embrião sobre a planta feminina, este se desenvolve, originando uma fase assexuada (esporófito), que produz esporos. Estes esporos quando maduros são liberados e podem germinar em solo úmido. Assim cada esporo pode se desenvolver e formar o gametófito assim fechando o ciclo.

As pteridófitas foram os primeiros vegetais a apresentarem um sistema de vasos condutores de nutrientes o que possibilitou o surgimento de plantas de grande porte. Essas plantas são formadas por raiz, caule e folha. O caule das pteridófitas, geralmente é subterrâneo, com desenvolvimento horizontal, mas em algumas como o xaxim, o caule é aéreo. As folhas dessas plantas se dividem em muitas partes menores (folíolos). Em sua maioria, são terrestres e como as briófitas encontram-se preferencialmente em locais úmidos e sombreados.

Também como as briófitas, as pteridófitas apresentam um ciclo reprodutivo com uma fase sexuada e outra assexuada. A samambaia, por exemplo, é uma planta assexuada produtora de esporos, por isso ela representa a fase de esporófito. Em determinadas épocas, na superfície inferior das folhas das samambaias, formam-se pontinhos escuros chamados soros. A formação destes soros indica que essas plantas estão em época de reprodução, em cada soro, são produzidos inúmeros esporos que quando amadurecem, os soros se abrem liberando-os. Então os esporos caem no solo úmido, e cada um é capaz de germinar e originar uma protalo (plantinha em forma de coração).

O protalo contém estruturas onde se formam os anterozóides e oosferas. Como em seu interior há uma boa quantidade de água, o anterozóide pode “nadar” em direção à oosfera, assim fecundando-a, assim formando o zigoto que se desenvolve em embrião. Este, por sua vez, se desenvolve e da origem à uma nova samambaia (esporófito) assim fechando o ciclo.

O embrião, por sua vez, se desenvolve e forma uma nova samambaia, isto é, um novo esporófito. Quando adulta, as samambaias formam soros, iniciando novo ciclo de reprodução.





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